terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Boa tarde.
Iniciamos nossa aproximação e contato necessário com o Governo Federal, via Direitos Humanos.
Aguardaremos o agendamento.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018


Culpa e vitimização: o caos social da Hanseníase

Ninguém fala sobre isso: a realidade.
No Brasil, porque é a realidade que aprendo diariamente a conhecer, já que não estou neste trabalho intenso para colocar uma plaquinha de PHD no pescoço e sair pelo mundo dizendo que sou "the best" no assunto, existem múltiplas realidades que convivem com a Hanseníase enquanto patologia, enquanto situação de exclusão, enquanto falta de representatividade honesta, recursos que se espalham mas não centralizam e portanto não resolvem e por aí vai.
Desde o século passado, a Hanseníase vai dando exemplos claros de como o estado resolveu assumir que a culpa é do doente e o doente, acuado, vestiu a carapuça de vítima, quando na verdade é o grande herói de tudo isso e não percebe a força política e social que tem se resolver ir pra luta de verdade, sem se limitar a discursos organizacionais.
A realidade dos filhos que foram separados de seus pais por conta do Isolamento Compulsório é uma tragédia sem precedentes, porque está além desta separação, com casos de Hanseníase que começam a vir à tona, fragilidades emocionais que se transformaram em tratamentos psiquiátricos, em muitos casos moradores de rua que estão ali, entre o tratamento e remédios nas UBSs da vida, mas em condições insalubres que irão multiplicar o caos. Tentemos imaginar um cidadão brasileiro, um ser humano que, além da experiência institucional na infância e na adolescência, faz dois tratamentos: Hanseníase e psiquiatria. Imaginem as drogas pesadas que precisam ingerir e na maioria das vezes sem um lar para voltar, um familiar para atender suas necessidades.
Aqueles que foram ao encontro de seus pais nas ex colônias, fizeram a leitura de que o único lugar possível seria estar lá dentro também. E então, os casos de Hanseníase se misturam a uma situação de vida que beira mesmo à loucura: saio do orfanato e vou para um leprosário - não existe outra palavra.
Ninguém vai perguntar para voce dentro de uma UBS se sua vida antes do diagnóstico era boa ou ruim. Infelizmente a UBS considera que já faz o seu papel na cadeia do tratamento, com consultas, exames e remédios. O que for a mais disso, a UBS iria considerar fora de qualquer protocolo de atendimento.
E então, mesmo que o governo ofereça o tratamento gratuitamente, deixa claro por meio desta atenção muito básica mesmo que a culpa é do paciente e não da falta de políticas públicas decentes.
O diagnóstico de Hanseníase é tão impactante quanto seu tratamento e sequelas.
Daí eu me pergunto: alguém já pensou na realidade destas pessoas quando pisam novamente a rua, depois do atendimento da UBS?
Alguém consegue imaginar a vida de professores, engenheiros e outras profissões que já vi, com diagnóstico de Hanseníase, voltar para casa, para sua família e lidar com esta realidade que nem imaginavam existir fora dos textos bíblicos? A pessoa retorna ao lar e pensa em tudo: no cachorro, nos filhos, na empregada, na família, no emprego, no chefe..... Onde está o suporte necessário para que a culpa e a vitimização não ocorra com inversão de papéis?
Estou há um ano trabalhando com o Projeto ASA que pretende ir ao encontro desta realidade. Fizemos parcerias que darão o suporte necessário para que iniciemos este trabalho que ninguém vê ou se vê coloca na gaveta para o próximo milênio (se ele existir), mas aguardamos a "Comissão de Ética", porque tudo precisa ser burocratizado para demorar o suficiente para nunca acontecer. 
Mas seguimos atentos e prontos para este trabalho, porque acreditamos que uma das verdades que precisam ser trabalhadas, estão na realidade de quem tem o diagnóstico na sua ficha médica, naquele brasileiro que faz parte de uma estatística no data show de muitos, mas que precisa de empoderamento interno e suporte técnico para prosseguir.
Sem isso, me desculpem os PHDs...... Não funciona!!
Teresa Oliveira 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Reunião do Hansenpontocom do Pará com Coordenação de Hanseníase do estado. Seguimos em frente somando trabalho, nossa exclusiva missão.
Gratos pelo apoio Dra Rita de Cássia,, Arlene, Jovina, Ribamar e Dr Carlos.
Parabéns Irene Reis pela sua dedicação e ao David Mansur !