quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Reunião do Hansenpontocom do Pará com Coordenação de Hanseníase do estado. Seguimos em frente somando trabalho, nossa exclusiva missão.
Gratos pelo apoio Dra Rita de Cássia,, Arlene, Jovina, Ribamar e Dr Carlos.
Parabéns Irene Reis pela sua dedicação e ao David Mansur !



terça-feira, 9 de janeiro de 2018



JANEIRO: MÊS DE LUTA CONTRA A HANSENÍASE

Qualquer pessoa pode ter Hanseníase.
Não acredita? Mas é verdade.
Enquanto a sociedade não estiver aberta para receber informações sobre sinais e sintomas da doença, o estigma vencerá todas as lutas nas quais muitos trabalham para a sua eliminação ou controle no Brasil.
A cultura do silêncio sobre a doença, interpretada sempre de forma negativa, induz muitos pacientes a não se prevenirem das incapacidades que podem ocorrer em casos diagnosticados tardiamente ou mal acompanhados.
A Hanseníase, por conta do estigma que a acompanha, é uma doença que afeta a família inteira do paciente, que se posiciona em atitudes de negação e não se abre para o enfrentamento deste desafio, porque ainda é um diagnóstico de impacto.
Há 15 anos acompanhando pacientes, ex pacientes do isolamento compulsório, familiares e a queixa não se reduz, não termina: o atendimento impessoal nas Unidades Básicas de Saúde, feito um descaso mesmo, distancia o doente das informações positivas sobre o tratamento e ecoa como aflição constante na interação dos familiares.
O silêncio ou o medo são inimigos que precisam ser eliminados juntamente com o bacilo, porque será na Unidade Básica de Saúde que o paciente encontrará as informações necessárias para seu tratamento.
Mas sabemos, não é fácil.
Porém, também não é impossível!
Quem passou pela dor da exclusão do Isolamento Compulsório, pode, até, estar curado a esta altura, mas nunca cicatrizado do sofrimento pessoal e coletivo de ter sido reduzido a um entulho social enquanto trancado nas colônias.
E sei, por experiência própria, já que sou filha de pacientes que foram isolados, que lá dentro das ex colônias, naquelas casinhas mal acabadas ou cuidadas com o recebimento da pensão do Lula, a experiência habita e precisa ser ouvida, respeitada, já que, mesmo que desde 1986 possam ser livres, há correntes em seus pés que o preconceito jamais encontrou as chaves.
Hanseníase tem cura.
Mas como falar ou escrever é muito fácil, deixo a resposta para quem carrega em seu prontuário médico o diagnóstico.
(Teresa Oliveira – Fundadora do Projeto Hansenpontocom)